"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."

Agostinho de Hipona



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sábado, 2 de maio de 2015

Cristo é o nosso resgate

Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. Gálatas 2:20.

AS EXPRESSÕES “Filho de Deus”, “me amou” e “se entregou por mim” são relâmpagos e trovões do céu que atacam a ideia de que somos salvos por boas obras. A nossa vontade e entendimento continham tão grandes perversidade, erro, escuridão e ignorância que somente poderiam ser libertos por meio de um resgate excessivamente caro.

Então, por que pensamos que nossa razão humana se inclina naturalmente para o melhor, podendo nos orientar corretamente? Por que pensamos que cada pessoa deve fazer o seu máximo? Por que trazemos nossos pecados terríveis, que são mera palha, a um Deus irado, q quem Moisés chama de “fogo consumidor”? Por que questionamos a Deus, tentando trocar nossos restolhos por graça e vida eterna? Ouça essa passagem. Ela diz que há tanto mal na nossa natureza que o mundo e toda a criação não podem nos reconciliar com Deus. A única solução foi o Filho de Deus ser oferecido por nossos pecados.


Considere o preço desse resgate cuidadosamente. Olhe para Cristo, que foi capturado e oferecido por você. Ele é infinitamente superior a qualquer outra coisa na criação. Como você responderá quando ouvir que um resgate tão inestimável foi pago por você? Você ainda quer trazer as suas próprias boas obras a Deus? O que é isso comparado ao feito de Cristo? Ele derramou o Seu preciosíssimo sangue pelos nossos pecados.

Somente a fé - Um ano com Lutero - Editora Ultimato

sábado, 27 de dezembro de 2014

Não tem vaga

Leitura Bíblica: Lucas 2: 1-7

Eis que estou a porta e bato (Ap. 3:20)

Numa cidade do interior seria encenada, por ocasião do Natal, uma peça sobre o nascimento de Jesus. Paulo, um rapaz com pouca experiência em teatro, teria uma pequena, mas importante participação. Sua fala era de apenas uma frase. Quando José e Maria batessem à porta da hospedaria, ele os atenderia dizendo: "Não tem vaga, vão embora". Paulo ensaiou bastante e não queria fazer feio. Durante os ensaios, ficou impressionado como o fato de Jesus ter nascido num lugar nada confortável por não haver vaga para seus pais na hospedaria.

O dia chegou e a encenação foi iniciada. Quando Maria e José se aproximaram da porta onde estava Paulo, o coração dele batia forte. José bateu e Paulo abriu a porta. José explicou que sua esposa estava grávida, não tinham onde ficar e já não aguentavam mais caminhar para procurar abrigo. Paulo disse em tom decidido: "Não tenho vaga, vão embora". No entanto, ele não bateu a porta como havia ensaiado. Ficou observando José e Maria partindo, abatidos. De repente, gritou: "Esperem, podem ficar com o meu quarto!" Alguns pensaram que Paulo tinha estragado tudo, mas a maioria dos espectadores levantou-se e aplaudiu. Foi a melhor peça de Natal já apresentada naquela cidade em todos os tempos.

No texto de hoje, lemos que Maria e José foram rejeitados em sua busca por um lugar onde pudessem descansar. Por falta de opções, foram parar num local que provavelmente servia de abrigo para animais e foi ali que nasceu o Filho de Deus. Esse fato é histórico e não pode ser mudado. No entanto, hoje podemos impedir que a rejeição se repita em nossas vidas. Jesus bate à porta de nosso corações, não mais para nascer, mas para morar em nossa vida. Podemos dizer para Jesus que temos lugar, ou podemos convidá-lo a entrar para ficar em nossa vida para sempre. Você já fez isto? Ou no seu coração também não há vaga?

Natal de verdade é quando Jesus encontra lugar para morar em nossa vida.

Presente Diário nº 17 - Por Helmuth Scholl, Curitiba - PR    


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Salvação: dádiva de Deus e não conquista do homem



A salvação não é um prêmio que recebemos por causa das nossas obras, mas um presente que recebemos por causa da graça. Não conquistamos a salvação pelo nosso esforço, recebemo-la pela fé. Não é resultado do que fazemos para Deus, mas do que Deus fez por nós. Falando a Nicodemos, Jesus destacou essa verdade axial no versículo mais conhecido da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Nesse versículo nós encontramos sete verdades preciosas acerca dessa tão grande salvação. 

Em primeiro lugar, a salvação é grande pela sua procedência. “Porque Deus amou…”. O Deus Todo-poderoso, criador do universo e sustentador da vida tomou a iniciativa de nos amar, mesmo antes da fundação do mundo. Seu amor por nós é eterno, deliberado, autogerado e incondicional. Deus não nos amou por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. A causa do amor de Deus não está em nós, mas nele mesmo.

Em segundo lugar, a salvação é grande pela sua amplitude. “Porque Deus amou ao mundo…”. Deus amou as pessoas de todos os tempos, de todas as raças, de todos os lugares, de todas as classes e de todos os credos. Amou não aqueles que o amavam, mas amou-nos quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Amou-nos não porque correspondíamos ao seu amor, mas amou-nos apesar de nossa rebeldia. 

Em terceiro lugar, a salvação é grande pela sua intensidade. “Deus amou ao mundo de tal maneira…”. Essa expressão de “tal maneira” aponta para o amor singular, incomparável e superlativo de Deus. Seu amor não foi apenas falado, mas demonstrado. Demonstrado não com cenas arrebatadoras, mas com o sacrifício supremo. O amor de Deus não foi esculpido com letras de fogo nas nuvens, mas demonstrado na cruz. 

Em quarto lugar, a salvação é grande pela sua dádiva. “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito…”. Deus não deu ouro e prata nem mesmo um anjo para a nossa redenção. Deus deu tudo, deu a si mesmo, deu o seu único Filho. Deu-o para que ele se esvaziasse e vestisse pele humana. Deu-o para que seu Filho fosse rejeitado e desprezado entre os homens. Deu-o para que seu Filho suportasse o escárnio das cusparadas e suportasse a maldição da cruz. Deu-o como sacrifício para o nosso pecado. 

Em quinto lugar, a salvação é grande pela sua oportunidade. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê…”. A salvação não é recebida como fruto do merecimento, mas como resultado da graça mediante a fé. A salvação não é dada àqueles que se julgam santos nem àqueles que praticam boas obras com o propósito de alcançarem o favor de Deus. A salvação é oferecida gratuitamente àqueles que crêem em Cristo. Não é crer em anjos nem em santos, mas crer em Jesus, o Filho de Deus. Jesus é o caminho para Deus, a porta do céu, o único mediador que pode nos conduzir ao Pai.
 
Em sexto lugar, a salvação é grande pela sua libertação. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça…”. A salvação é o livramento da ira vindoura, é a soltura das cadeias da morte, é a alforria dos grilhões do inferno. Aqueles que permanecem incrédulos perecerão eternamente. Aqueles que se mantêm rebeldes contra o Filho jamais verão a vida nem desfrutarão do paraíso de Deus. Aqueles que não beberem da Água da Vida, terão que suportar o fogo que nunca se apaga. 

Em sétimo lugar, a salvação é grande pela sua oferta. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus não apenas livra da condenação os que crêem, mas também oferece a eles vida eterna. A vida eterna é uma perfeita e íntima comunhão com Deus pelo desdobrar da eternidade. A vida eterna será como uma festa que nunca mais vai acabar, no melhor lugar, com as melhores companhias, com a melhor música, com as melhores iguarias, trajando vestes alvas. Enquanto a eternidade durar, desfrutaremos dessa gloriosa vida. Bendito seja Deus por tão grande salvação!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Pastoral - Salvo para quê?

Ao ler os evangelhos, presentes na Bíblia Sagrada, escritos por quatro autores diferentes e com propósitos específicos, você encontrará temas comuns e, principalmente, o que trata do por quê da vinda de Jesus Cristo. Jesus nasce da virgem Maria, por obra do Espírito Santo de Deus e vive como ser humano no meio de gente como a gente, só que sem experimentar corrupção do pecado. Ele é o filho de Deus, Deus encarnado! Isso fica muito claro quando você lê o primeiro capítulo do escritor João.

Conforme Mateus, escritor de um dos evangelhos, Jesus veio para salvar o seu povo dos seus pecados (Mt 1.21). Essa declaração é confirmada pelos outros autores (Mc 2.5-10; Lc 1.77; Jo 1.29). Agora, a Salvação não se trata de ir para um lugar (céu), mas tornar-se cidadão de um Reino (Nova Humanidade). Ser salvo é participar do Reino de DEUS, sendo livre da escravidão do pecado. Deus está salvando pessoas ao trabalhar para a restauração da raça humana! Estar em Cristo não se trata apenas ser nova criatura, mas também e, principalmente, ser nova humanidade – não mais descendência de Adão, mas de Cristo, o novo homem – homem novo.


Mas o que é o Reino de Deus? Ao dar a salvação ao que crê, Jesus o torna participante de uma realidade espiritual cuja perfeição na forma de vida já está presente, embora ainda não em sua plenitude. A plenitude da perfeição será possível na segunda vinda de Jesus. Assim, hoje o Reino de Deus é o domínio soberano de DEUS, que entrou na história na pessoa de JESUS CRISTO, com a finalidade de sobrepujar o mal, libertar o homem desse seu poder e possibilitar sua participação nas bênçãos inerentes ao governo de DEUS sobre todo o universo, desde agora e para toda a eternidade. 

Olhando para o Futuro, quando da plenitude do Reino ele é domínio soberano de DEUS, com a destruição total e final do diabo e seus anjos, formação de uma sociedade redimida, comunhão perfeita com DEUS! Lugar sem fome, sem sede, sem sofrimento, lágrimas, dores. Ora, se o Reino é o domínio de DEUS, então todo aspecto deste Reino é derivado do caráter e da ação de DEUS! O Reino traz uma nova ordem às coisas, uma nova relação de DEUS com o homem e do homem com o homem! 

Quando olhamos para a vida e o ensino de Jesus nos evangelhos, conhecemos como o Reino de Deus vai ser. Mas o que será na sua plenitude, em Jesus já é visto agora! Traços, características, valores, princípios, forma de viver conforme o evangelho! Assim, temos duas responsabilidades diretas: Pregar o Reino para que os escolhidos ouçam a mensagem do evangelho e façam parte do Reino: arrependimento e fé – a mensagem de João Batista (Mt 3.1-2,8-12) e de Jesus (Mc 1.15), pois a nossa evangelização é a proclamação de que Jesus Cristo é o Senhor, seguida da convocação ao arrependimento e à fé, para acesso ao Reino de Deus. A segunda é sinalizar historicamente o Reino de DEUS que será consumado na eternidade. 

Nossa missão é manifestar, aqui e agora, a maior densidade possível do Reino de Deus que será consumado ali e além. Embora nesta era não consigamos nunca atingir a perfeição, devemos, no entanto, viver a vida da ordem perfeita que está por vir completamente. Nossa conversão deve gerar um relacionamento de submissão radical a JESUS CRISTO, onde tudo o que sou e tudo o que produzo passa a servir aos interesses do Reino de DEUS! Devo existir e trabalhar em alinhamento ao caráter perfeito de DEUS! 

Com a vinda do Reino entendemos que JESUS não prometeu o perdão dos pecados: Ele o conferiu. Ele não somente assegurou aos homens a comunhão futura: convidou-os à comunhão com a Sua própria pessoa hoje. Ele não apenas ensinou um livramento escatológico das doenças e enfermidades: Ele veio demonstrando Seu poder remidor e restaurador do Reino, livrando homens da enfermidade e até mesmo da morte! Este é o significado da presença do Reino de DEUS como uma nova era de salvação! É assim que somos convidados a viver!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Diante da porta estreita: Jesus basta

Diante da Porta Estreita


Uma conversa franca com 
os candidatos à Fé em Jesus

por Charles Haddon Spurgeon

Jesus basta

NÃO PODEMOS COM TANTA FREQUÊNCIA ou tão plenamente dizer à alma sedenta que sua única esperança para salvação está no Senhor Jesus Cristo. Está nEle completamente, somente, e apenas. Salvar tanto da culpa quanto do poder do pecado, Jesus é Todo-Suficiente. Seu nome é Jesus, porque "Ele salvará o seu povo dos pecados deles". "O Filho do Homem tem poder para perdoar pecados". Agradou a Deus desde a antiguidade desenvolver um método de salvação que estaria todo contido em Seu único Filho. O Senhor Jesus, para a obra desta salvação, se tornou homem, e sendo achado em figura humana, se tornou obediente até a morte, e morte de cruz. Se outra forma de livramento fosse possível, o cálice de sofrimento teria passado dele. É razoável pensar que o amado dos céus não teria morrido para nos salvar se pudéssemos ser resgatados por um preço menor. A Graça infinita providenciou o grande sacrifício; o Amor infinito O submeteu à morte por nós. Como podemos imaginar haver outro caminho senão aquele que Deus proveu a tão grande custo, e estabelecido nas Sagradas Escrituras de forma tão simples e urgente? Certamente é verdade que "Não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos".

Supor que o Senhor Jesus tenha salvado os homens apenas pela metade, e que é necessária alguma obra ou sentimento neles mesmos para completar Sua obra; é impiedade. O que há em nós que poderia ser adicionado ao Seu sangue e justiça? "todas as nossas justiças, como trapo da imundícia". Podem estas serem costuradas com o caríssimo tecido de Sua divina justiça? Trapos e excelente linho branco! Nossa escória e Seu ouro puro! É um insulto ao Salvador pensar em tal coisa. Já pecamos o suficiente, sem adicionar isto a todas as nossas outras ofensas.
 
Mesmo se tivéssemos alguma justiça em que pudéssemos nos gloriar; se nossas folhas de figo estivessem mais abertas que o usual e não estivessem murchando tanto, seria sábio deixá-las de lado, e aceitar aquela justiça que é muito mais agradável a Deus que qualquer coisa em nós mesmos. O Senhor vê mais coisas aceitáveis em Seu Filho que no melhor de nós. O melhor de nós! As palavras parecem satíricas, por mais que sem intenção. O que há de melhor em qualquer um de nós? "não há quem faça o bem, não há nenhum sequer". Eu que escrevo estas linhas, devo mais livremente confessar que não há o menor traço de bondade em mim mesmo. Eu não daria nada melhor que um trapo, ou um pedaço de trapo. Eu estou totalmente destituído. Mas se eu tivesse o mais justo dos ternos de boas obras que só o orgulho pode imaginar, eu o lançaria fora para que pudesse usar tão-somente as vestes de salvação, que são dadas gratuitamente pelo Senhor Jesus, advindas do guarda-roupa do Seu próprio mérito.
 
É altamente glorificante ao nosso Senhor Jesus Cristo que devamos esperar por todo bem dele somente. Isso é tratá-lo como Ele merece; pois assim Ele é e além dele não há ninguém mais de tal forma que temos de olhar para Ele para sermos salvos.
 
Isso é tratá-lo como Ele ama ser tratado, pois Ele convida todos os que estão cansados e sobrecarregados a vir a Ele, e Ele lhes dará descanso. Imaginar que Ele não pode salvar definitivamente é limitar o Santo de Israel, e por um termo ao Seu poder; ou mesmo esfaquear o coração amoroso do Amigo dos pecadores, e lançar uma dúvida sobre Seu amor. Em ambos os casos, estaríamos cometendo um pecado cruel e ousado contra os mais doces pontos de Sua honra, e são Suas habilidade e desejo de salvar todo o que se achega a Deus por Ele.

A criança, no perigo do fogo, simplesmente se agarra ao bombeiro, e confia nele somente. Ela não questiona a força de seus braços para carregá-la, ou o zelo de seu coração para resgatá-la; mas ela se agarra. O calor é terrível, a fumaça está cegando, mas ela se agarra, e seu libertador rapidamente a leva para a segurança. Na mesma confiança infantil agarre-se a Jesus, que pode e irá lhe colocar fora dos perigos do fogo do pecado.
 
A natureza do Senhor Jesus deveria nos inspirar a maior confiança. Sendo Ele Deus, Ele é poderoso para salvar; sendo Ele homem, Ele está cheio e pleno para abençoar; sendo Ele homem e Deus em uma única Pessoa Majestosa, Ele é como o homem em Sua forma e Deus em Sua santidade. A escada é longa o suficiente para alcançar Jacó prostrado em terra, e Javé reinando no céu. Criar uma nova escadaria seria supor que Ele falhou na tarefa de encurtar a distância; e isso seria desonrá-Lo gravemente. Se mesmo adicionar qualquer palavra à d'Ele é clamar por uma maldição sobre nós mesmos, o que receberíamos fingindo adicionar qualquer coisa a Ele? Lembre-se que Ele, Ele mesmo, é o Caminho; e supor que devemos, de alguma forma, acrescentar algo à rua divina, é ser arrogante o suficiente para pensar em acrescentar algo para Ele. Fora com tal ideia! Abomine-a por ser uma blasfêmia; pois na essência é a pior blasfêmia contra o Senhor do amor.
 
Vir a Jesus com algum valor em nossas mãos seria orgulho insuportável, ainda que tivéssemos qualquer coisa para trazer. Do que de nós Ele precisa? O que poderíamos trazer se Ele precisasse? Venderia Ele as bênçãos de valor inestimável da Sua redenção? Que Ele forjou com o sangue de Seu coração, iria trocá-las conosco por nossas lágrimas e votos, ou por nossas cerimônias e sentimentos, ou obras? Ele não se diminui e se vende: Ele dará gratuitamente, como convém ao Seu amor real; mas aquele que lhe oferece um valor não sabe com quem está lidando, nem quão gravemente envergonha o Seu Espírito livre. Pecadores de mãos vazias terão o que quiserem. Tudo que eles podem precisar está em Jesus, e Ele dá a quem pede; mas temos de crer que Ele é tudo em tudo, e não ousarmos respirar uma palavra sobre completar o que Ele terminou, ou nos adequarmos ao que ele dá como pecadores indignos.
 
A razão pela qual esperamos o perdão dos pecados, e vida eterna, pela fé no Senhor Jesus, é que Deus assim determinou. Ele jurou por si mesmo no evangelho salvar todos os que confiam no Senhor Jesus de verdade, e Ele nunca fugirá da Sua promessa. Ele tanto se agrada de Seu único Filho, que Ele tem prazer em todo aquele que O segura firme como sua única esperança. O grande Deus, Ele mesmo toma conta Dele que se apoderou de Seu Filho. Ele obra a salvação em todos os que procuram essa salvação do Redentor que foi morto. Pela honra do Seu Filho, Ele não permitirá que o homem que n'Ele confia seja envergonhado. "Quem crê no Filho tem a vida eterna", pois o Deus que vive eternamente O tomou para si mesmo, e o fez coparticipante da Sua vida. Se você confiar somente em Jesus, você não precisa temer, pois efetivamente será salvo, tanto agora e no Dia de Seu advento.
 
Quando um homem O toma por Fiador, há um ponto de união entre ele e Deus, e essa união garante bênçãos. A fé nos salva porque nos faz agarrar-nos a Cristo Jesus, e Ele é um com Deus, e isso nos leva a uma conexão com Deus. Disseram-me que, anos atrás, abaixo das Cataratas do Niágara, um barco estava virado, e dois homens estavam sendo carregados pela correnteza, quando pessoas na margem conseguiram jogar uma corda para eles, e que foi agarrada por ambos. Um deles a agarrou firmemente, e foi puxado em segurança para a margem; mas o outro, vendo uma grande tora flutuando, imprudentemente largou a corda, e abraçou o grande pedaço de madeira, pois era das duas coisas a maior, e aparentemente melhor para se agarrar. Que erro! O tronco, com o homem, foi direto para o vasto abismo, pois não havia nenhuma união entre a madeira e a praia. O tamanho da tora não beneficiou aquele que a agarrou; precisava de uma ponta na margem para produzir segurança. Assim, quando um homem confia em suas obras, ou em suas orações, ou em ações de graças, ou em sacramentos, ou em qualquer coisa desse tipo, ele não será salvo, pois não há nenhuma união entre Ele e Deus por meio de Cristo Jesus; mas a fé, por mais que pareça uma corda fina, está nas mãos do grande Deus na margem; poder infinito puxa a linha de conexão, e assim livra o homem da destruição. Oh, a bênção da fé, porque une-nos a Deus pelo Salvador, que ele apontou, Jesus Cristo! Oh leitor, não há senso comum nesse assunto? Pense sobre isso, e logo poderá haver um elo entre você e Deus, pela sua fé em Cristo Jesus!

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Titulo original: Around the Wicked Gate
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS DESSA OBRA DE DOMÍNIO PÚBLICO, E SOB RESPONSABILIDADE para o Projeto Spurgeon – Pregando a Cristo Crucificado, na pessoa do editor

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O Jumento e EU


 Por C. H. Spurgeon

Todos os primogênitos de todos os animais tinham de ser do Senhor; mas, visto que o jumento era um animal imundo, não poderia ser apresentado como sacrifício – “O jumento, porém, que abrir a madre, resgatá-lo-ás com cordeiro; mas, se o não resgatares, será decapitado. Remirás todos os primogênitos de teus filhos. Ninguém aparecerá diante de mim de mãos vazias” (Êx 34.20). Então, o que devia ser feito? Ele ( o jumento) deveria ficar livre da lei universal? De maneira nenhuma. Deus não permite exceções às regras.

O jumento devia ser do Senhor, mas Ele não o aceitaria. Não havia outra maneira de escape, exceto a redenção – a criatura deveria ser salva mediante a substituição de um cordeiro em seu lugar. Se não fosse redimido, o jumentinho tinha de ser morto.

Minha alma, eis uma lição para ti. Aquele animal impuro é semelhante a ti. Tu és propriedade do Senhor, que te criou e te preserva. Mas tu és tão pecaminosa, que o Senhor não pode te aceitar, nem te aceitará. O Cordeiro de Deus tem de ser colocado em teu lugar, pois, do contrário, tu perecerás eternamente.

Que todo mundo conheça a tua gratidão para com aquele Cordeiro imaculado, que derramou seu sangue por ti e te livrou da maldição fatal da Lei. Às vezes, o israelita poderia ter perguntado quem deveria morrer, o cordeiro ou o jumento? Será que o bom israelita não avaliará e consideraria tais coisas? Certamente não existe comparação entre o valor da alma de um homem e a vida do Senhor Jesus. Apesar disso, o Cordeiro morreu, e o homem foi poupado.

Ó minha alma, admira o ilimitado amor de Deus por ti e pelos outros membros da raça humana. Vermes foram comprados com o sangue do Filho do Altíssimo! Pó e cinzas foram redimidos com um preço mais elevado do que prata e ouro! A condenação teria sido a minha porção, se a redenção não houvesse sido encontrada. Infinitamente magnífico é o glorioso Cordeiro que nos redimiu da morte.


sábado, 24 de julho de 2010

O intruso transcendental

C. S. Lewis tem toda razão quando se refere a Jesus como “um intruso transcendental”. De fato, Jesus chocou todo mundo ao se meter onde era chamado e onde não era chamado. 

Foi um intruso ao nascer de uma mulher virgem. Foi um intruso ao ocupar a manjedoura de Belém e a ampla sala do andar superior daquela casa de Jerusalém. Foi um intruso ao tomar emprestado meio compulsoriamente o jumentinho no qual fez a sua entrada triunfal. Foi um intruso ao invadir os domínios de satanás e expulsar os demônios daquele homem de Gerasa. Foi um intruso quando arrancou do Hades a filha de Jairo e o filho da viúva de Naim. Foi um intruso ao violar a sepultura de Lázaro. Foi um intruso quando curou aquela mulher que havia perdido todos os seus bens com os médicos. Foi um intruso quando denunciou a hipocrisia dos mestres da lei e dos fariseus que assentavam na cadeira de Moisés. Jesus foi especialmente intruso quando tomou sobre si os pecados que não eram dele, deixando escancarado para sempre o Santo dos Santos. 

Mas Jesus não foi um intruso vulgar: ele era “um intruso transcendental”, vindo do alto, da parte de Deus, na “plenitude do tempo” (Gl 4.4).

terça-feira, 13 de julho de 2010

Salvação: Um Resgate Necessário

por Vincent Cheung

 "Deus… nos salvou e nos chamou com uma santa vocação…" (2 Timóteo 1.9)
 
“Deus nos salvou e nos chamou com uma santa vocação” – que declaração sucinta e apropriada sobre o que significa ser cristão. A ideia de salvação é essencial. Alguns cristãos têm usado palavras como “salvo” e “salvação” com tanta frequência e descuido que esqueceram o que elas significam. Elas tornaram-se sons sem significado. Ou, se possuem algum significado, as palavras foram tão diluídas que “Você foi salvo?” é agora equivalente de “Você se inscreveu no torneio de golfe?”. É algo que é importante, mas ainda assim casual, sujeito à reflexão relaxada.

Salvação é uma palavra séria. Ela pressupõe perigo e desespero. Você não diz brandamente a um homem que se afoga, “Ei, por que você não sai da água?” ou “Você se importaria em se unir conosco para jantar, e termos um momento de comunhão?”. Não, salvação é resgate. Ela implica necessidade. Você precisa dessa salvação. Ela não é algo indiferente ou uma questão de preferência. Significa que uma pessoa permanecerá numa condição negativa ou sofrerá alguma consequência negativa se não for retirada da sua presente situação. Em nosso contexto, essa condição negativa é a culpa do homem perante Deus – isto é, não somente uma consciência culpada por ter feito algo errado, mas um veredito de culpado por estar errado e ter praticado o erro. A consequência negativa é a ira de Deus, que o homem sofrerá alienação e rejeição de Deus nesta vida, e o fogo sem fim do inferno na vida porvir. Deus salva algumas pessoas desse lugar, e as coloca numa esfera completamente diferente.

Em adição, a ideia de salvação dá crédito àquele que realiza o resgate; não àquele que foi resgatado. Assim, perguntar a alguém “Você foi salvo?” deveria ter uma conotação inteiramente diferente de “Você se filiou à igreja?”. Não é se você fez algo, mas se Deus fez algo por você e para você a fim de salvá-lo. Essa salvação que precisamos e que é realizada por Deus sempre caracteriza nosso relacionamento com Ele, e deve permanecer na vanguarda da nossa teologia e pregação.

Ser salvo no sentido bíblico é ser resgatado de algo terrível e repulsivo – viver como um não cristão. Deus extraí algumas pessoas da vida não cristã e instá-las, não numa condição neutra ou numa mera imunidade da condenação, mas numa vida e destino superior. Não somos salvos por uma vida santa, mas chamados a uma vida santa. Dessa forma, os cristãos não são como os não cristãos, embora livres da condenação. Nós somos diferentes. Se somos cristãos verdadeiros e em crescimento, então somos um povo santo, um povo de discernimento e conhecimento, de amor e bondade, de fé e poder, e de verdade inflexível. Esse é um aspecto integral da nossa salvação, que Deus não somente nos salvou de algo, mas também nos chamou para algo. Um ministério do evangelho completo deve ensinar todas as ações e bençãos de Deus na salvação.

Como cristãos, estamos familiarizados com a ideia que é Cristo quem adquiriu a salvação por nós mediante sua morte na cruz. Ele agiu em nosso favor, como nosso campeão e representante. E morreu em nosso lugar por nossos pecados, para que pudéssemos ser livres da condenação. Então, ele foi vindicado por sua ressurreição, e assegurou para nós a justificação perante Deus. Todavia, somente aqueles que estão ligados a ele são salvos por ele, e esse vínculo ou relação com Cristo é manifesto em fé. A Escritura define essa fé em termos definidos e inflexíveis. Ter fé em Cristo é crer que ele morreu por meus pecados – não apenas por causa dos meus pecados, mas para pagar pelos meus pecados. Eu manifesto ser um cristão somente se tiver fé nesse sentido específico. Todos os cristãos concordam com isso, e aqueles que discordam não são cristãos. Eles não são salvos – permanecem debaixo do pecado e da condenação, e seu destino é o fogo eterno do inferno.

Fonte: Reflections on Second Timothy
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto, julho/2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Sobre um abismo...

Muitos homens podem ver o seu retrato aqui! O indivíduo que esbanja seu dinheiro perde sua propriedade e cai na miséria e desgraça. O bêbado acaba com a sua saúde e força, com o conforto da sua família e a paz em casa e, quando sua loucura termina, ele cai em ruína, através da sua própria tolice. O homem de hábitos vulgares e pervertidos, está amputando, de forma assustadora, seu próprio corpo e alma, e em breve, lamentará esta luxúria que o arremessará sobre a doença, agonia e morte. Existem outros idiotas ao lado do homem na xilogravura, que estão decepando o ramo que os sustenta. É ingratidão a base da atitude de homens que são maliciosos e cruéis com aqueles que são seus melhores amigos. As esposas e os pais muitas vezes têm de aguentar cortes afiados que vem daqueles a quem eles carinhosamente apoiam e fazem de tudo para preservar da ruína. Pena que seja assim!

Leitor hipócrita, você certamente está pronto para se juntar a nós em qualquer das críticas que fizemos a respeito da loucura dos pecados que acabamos de citar; mas permita-nos perguntar: você mesmo não é um dos retratados em nosso quadro? Você está descansando em cima do ramo das boas obras, e, mesmo assim, a cada dia, suas falhas, imperfeições e pecados estão tornando este ramo cada vez menos capaz de suportar tanto peso. Suas obras nunca foram um suporte firme, e se você conhece a si mesmo, e é sincero o suficiente para confessar seus defeitos, irá perceber imediatamente que elas se tornaram, no juízo da consciência, algo muito frágil e indigno de confiança. Se você nunca tivesse pecado, e, conseqüentemente, nunca tivesse feito um ferimento sequer nesse ramo, poderíamos tolerar a sua confiança nele; mas como você tem feito cortes nele vez ou outra, e ele está pronto para romper com você deitado em cima dele, nós te rogamos, deixe-o e troque-o por um lugar mais seguro de descanso. Toda confiança em si mesmo, seja ela de um tamanho ou de outro, é pura insensatez. Sentimentos, obras, orações, caridade, religiosidade, é tudo muito fraco para suportar uma alma pecadora. "Porque ninguém pode colocar outro alicerce além do que já está posto, que é Jesus Cristo" (I Coríntios 3:11). "Quem nele crê não é condenado" (João 3:18). "Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles" (Hebreus 7:25). Confie em Jesus e Ele nunca lhe faltará.


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FONTE: Sword and Trowel Tracts—6d. per 100. Passmore & Alabaster, 23, Paternoster Row. despurgeon.org
Tradução: Gabriela Brandalise
 

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Salvação.

Por Maurício Jordão de Souza


Salmo 62
“A minha alma espera somente em Deus; dEle vem a minha salvação. Só Ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa, não serei grandemente abalado. Até quando maquinareis o mal contra um homem? Sereis mortos todos vós, sereis como uma parede encurvada e uma sebe pouco segura. Eles somente consultam como o hão de derribar da sua excelência; deleitam-se em mentiras; com a boca bendizem, mas nas suas entranhas maldizem. (Selá). Ó minha alma, espera somente em Deus, porque dEle vem a minha esperança. Só Ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei abalado. Em Deus está a minha salvação e a minha glória; a rocha da minha fortaleza, e o meu refúgio estão em Deus. Confiai nEle, ó povo, em todos os tempos; derramai perante Ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio. (Selá). Certamente que os homens de classe baixa são vaidade, e os homens de ordem elevada são mentira; pesados em balanças, eles juntos são mais leves do que a vaidade. Não confies na opressão, nem vos desvaneçais na rapina; se as vossas riquezas aumentam, não ponhais nelas o coração. Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus. A ti também Senhor, pertence a misericórdia; pois retribuirás a cada um segundo a sua obra.” 

Muitos pensam que para sermos salvos é apenas necessário que sejamos bons, piedosos, honestos e até mesmo pertencermos a uma denominação religiosa, pois se acredita que Deus está em todas as religiões. Ledo engano! É necessário saber que estávamos destinados à ira de Deus, afastados dEle pelo pecado, mortos em nosso delitos e pecados, e, quando da plenitude da obra de Deus Pai, quem nos resgatou da morte eterna foi Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador com sua morte sacrificial de maneira eficaz, cabal e definitiva. Jesus é o único capaz de refazer o elo que havia sido quebrado.

Religião deriva do termo latino “Re-ligare”, que significa “religação” com Deus, por tanto, a denominação religiosa que não tem como intercessor ou “religador” o nosso Senhor Cristo Jesus, não deve ser tida como sendo de fato uma religião verdadeira. “porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem,” (I Timóteo 2:5). De Deus vem a nossa salvação! 

As boas obras que praticamos por nossos esforços, normalmente nos enchem de orgulho e fatalmente levam-nos a nos vangloriarmos diante de nossos semelhantes. Tais obras, para Deus são como “trapos de imundícia”, pois não há mérito nenhum em nós que nos habilite a nada diante de Deus. Somos miseráveis pecadores! “Não há um justo, nem um sequer... Não Há quem faça o bem, não há nem um só” (Romanos 3:10-12). Somente aqueles que buscam a Deus através de um relacionamento íntimo, sincero e verdadeiro: “pois importa que aqueles que o adorem, o façam em espírito e em verdade” (João 4:23), através de Jesus Cristo, sendo esses os verdadeiros adoradores de Deus, serão salvos.

O Pastor Alejandro Bullon em seu livro “Conhecer Jesus é Tudo“, diz que assim como Jesus cristo esmagou a cabeça da serpente, a partir do novo nascimento, devemos esmagar a cabeça do velho homem mortificando-o aos poucos. Como fazemos isso? Deixando de alimentá-lo. E como o alimentamos? Todas as vezes que damos ênfase às coisas do mundo, às vaidades que nos influenciavam antes de nos tornarmos novas criaturas. O pecado normalmente vem através das concupiscências da carne e dos olhos, da soberba da vida e do curso desse mundo.

É necessário que busquemos, diante de nossas escolhas, fazê-las da forma que o nosso Senhor e Salvador faria. Devemos ser semelhantes a Ele, é assim que alimentamos a nova criatura. Nossa inclinação é para o pecado, na maioria das vezes somos incapazes de fazer tais escolhas.  Tudo que é feito por fé, estribado, alicerçado na Palavra de Deus, é santo, é puro. O que não se faz por fé é pecado! Necessitamos constantemente da misericórdia de Deus!    

Em Cristo Jesus, somos novas criaturas em processo franco e ininterrupto de santificação, “criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Efésios 2:10), para Sua honra e glória!. Assim também “como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos irrepreensíveis diante dEle em caridade (amor)” (Efésios 1:4).

A árvore da vida que havia sido protegida por querubins no âmbito da Trindade no Edem quando da queda do homem, hoje está disponível. Essa árvore é Jesus! Vinde e se alimentem! Pois Ele Disse: “eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância”. (João 10:10). 


Sola Scriptura, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria, Solo Christi.