"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."

Agostinho de Hipona



sábado, 5 de janeiro de 2013

44 Tese Para a Hoje - Reforma Já!



1)   Rejeitamos a Teologia da Prosperidade, pois ela tem, antes, contribuído para uma falsa compreensão do evangelho da auto-negação de Jesus Cristo

2)   Rejeitamos os ministérios centralizados em homens que destoam do Princípio Bíblico que Cristo deve crescer e nós, diminuir

3)   Rejeitamos as novas revelações do Espírito, pois temos entendido pela Palavra de Deus que a Bíblia é tudo o que precisamos em matéria de fé e prática

4)   Rejeitamos o fundamentalismo ascético que impede o povo de Deus de usufruir com domínio próprio a liberdade cristã pela qual Cristo deu o seu próprio sangue

5)   Rejeitamos os cultos-show como se devêssemos cultuar com o fim de agradar e entreter pecadores, em lugar de faze-lo ao único que se interessa completamente pelo culto: o próprio Deus

6)   Rejeitamos o Mercado Gospel com todos os danos que ele tem causado à simplicidade do evangelho de Jesus

7)   Rejeitamos o reducionismo teológico que tem embrutecido o povo de Deus que se contenta hoje com frases e jargões sem sequer entender o que eles dizem

8)   Muitos desses jargões são tão contraproducentes quanto heréticos, pois partem de uma visão humanista da Escritura

9)   Alguns exemplos desses jargões: “Deus vai te honrar”, “Eu creio”, “Tá amarado”, “Eu recebo”, “Somos cabeça e não cauda”, “Quero tocar nas vestes do Senhor”, sendo que essa lista poderia ser muito mais exaustiva

10) Rejeitamos toda e qualquer doutrina de homens que não tenham base na Escritura, apenas, e conclamamos o povo de Deus a voltar-se para a Palavra, não confiando cegamente em pastores, pois a Bíblia diz: “Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem”

11) Rejeitamos a teologia triunfalista que tem, antes, contribuído para um descontentamento do povo de Deus, que deveria amar a sua providência e ter por motivo de toda alegria o passar por provações, pois aprendemos com Tiago que “as provações produzem perseverança”

12) Rejeitamos a tendência de muitos crentes em procurar Cristo por causa de curas, milagres e coisas desse gênero e não por aquilo que ele é, independentemente de recebermos qualquer coisa dele, além da salvação

13) Rejeitamos a teologia que atribui a salvação ao homem e não totalmente a Deus, pois “quem jamais resistiu a sua vontade?”

14) Essa tendência teológica é tão absurda que rouba a glória de Deus e a coloca no homem, mas somos lembrados que não nos cabe gloriar em nada, pois somos “salvos pela graça por meio da fé, e isso não vem de nós, é dom de Deus, não vem de obrar para que ninguém se glorie”

15) Rejeitamos também a tendência de crer nessa verdade e com isso nos tornar preguiçosos culpando a soberania de Deus pela nossa letargia e falta de coragem de pregar o evangelho como devemos fazer, cumprindo a missão que Jesus nos deixou de “pregar o evangelho a toda criatura”

16) Rejeitamos todos os apóstolos modernos, pois a Bíblia encerrou o ministério apostólico com aqueles homens mencionados como tais na Escritura para que a sua Palavra fosse fundamentada pela doutrina deles, que a receberam por revelação direta do Senhor Jesus

17) Rejeitamos com eles, todos os títulos que tendem a trazer algum tipo de confusão ao povo de Deus, tais como: Patriarca, Sacerdote, Levita, Reverendo, Bispo (usado de maneira equivocada) e tantos outros que podemos nos acostumar e que dizem de nós aquilo que não somos

18) Rejeitamos toda a pompa eclesiástica que trás de volta ao culto a Deus elementos do cerimonialismo judaico em detrimento da simplicidade do Novo Testamento, depois que o véu do templo se rasgou para nos apontar um novo e vivo caminho, em Jesus

19) Rejeitamos o comprometimento político de muitos crentes que têm trocado o evangelho por votos, a cruz por cargos, o ministério por empregos, Jesus por salários

20) Rejeitamos ser irmanados pelos sensos e pesquisas aos grupos e seitas pseudo-cristãs como as assim chamadas Igrejas neopentecostais, elas têm confundido não apenas o povo de Deus com suas falsidades e enganos, mas têm dificultado o avanço do verdadeiro evangelho, sendo, antes sinagogas de Satanás do que igrejas de Jesus

21) Rejeitamos seus líderes e os conclamamos ao arrependimento, pois “de Deus não se zomba, o que o homem semear, isso também ceifará”

22) Rejeitamos a ideia de não poder falar contra pastores e líderes religiosos em nome do culto à diferença; Jesus e os Apóstolos de verdade se deixaram questionar pois não tinham medo da verdade

23) Paulo disse que se ele mesmo pregasse outro evangelho fosse anátema, João afirmou que deveríamos provar os espíritos para saber se eles procedem de Deus; Pedro informou que homens são ávidos por deturpar as Escrituras e deveríamos ter cuidado e que é preciso fazê-los calar; Tiago e Judas nos alertaram contra homens que se introduzem como ovelhas, mas são lobos; finalmente, Jesus mesmo disse: “acautelai-vos dos falsos profetas”

24) Amamos a liberdade de culto e de religião e lutaremos por ela com todas as forças que possuirmos, sem jamais deixar de pregar o evangelho e mostrar a diferença, pois não podemos confundir liberdade religiosa com ecumenismo

25) Rejeitamos as catedrais e o resgate do conceito de templos no meio do povo de Deus, pois Jesus Cristo se autodenominou o templo que foi reerguido em três dias, quando ressuscitou dentre os mortos e estabeleceu que nem em Jerusalém e nem em Samaria seria o lugar do culto a Deus, mas onde quer que ele seja adorado em Espírito e em Verdade

26) Lutamos pelo resgate da pregação simples das Escrituras, onde Cristo é o centro de todas as coisas, e não o homem

27) Lutamos pelo resgate da doutrina pela justificação pela fé, somente

28) Lutamos para resgatar o papel profético da Igreja com base na Palavra de Cristo e não nos devaneios de homens que apenas gritam
palavras de ordem e têm uma legião de soldadinhos nas suas guerrilhas forjadas e encenações patéticas

29) Lutamos pela centralidade da Pregação e uso exclusivo dos conhecidos elementos de culto, tais como oração, leitura da Palavra e cânticos de louvor a Deus; rejeitando assim todas as inovações que não têm base na Palavra de Deus

30) Lutamos pelo Princípio Regulador do Culto, tal como estabelecido por Deus pela pena de Moisés: “Tudo o que eu te ordeno observarás, nada acrescentarás ou diminuirás”

31) Lutamos pela liberdade na vida onde podemos usufruir de todas as bênçãos de Deus com liberdade, sem, entretanto, dar ocasião à carne

32) A chave para essa liberdade é encontrada na observância do fruto do Espírito: “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio”

33) Lutamos pelo resgate da disciplina amorosa na igreja de Deus, pois o povo de Deus precisa voltar a ter temor em relação ao pecado; em outras palavras: pecado precisa ser chamado de pecado

34) Ensinamos que os mandamentos de Deus devem ser observados não como meio de salvação, mas como resposta à ela, uma vez que “Deus de antemão preparou as boas obras para que andássemos nelas”

35) Ensinamos ao povo de Deus a amar a Deus sobre todas as coisas, inclusive nas piores circunstâncias que passarem

36) Lutamos pelo resgate do conceito perdido do Dia do Senhor

37) Lutamos por ensinar crianças e jovens a respeitarem seus pais e os obedecerem em todas as áreas de suas vidas, inclusive naquelas áreas que a modernidade têm feito de jovens crentes cada vez mais independentes e, portanto, menos felizes e mais propensos ao erro

38) Ensinamos que não herdarão o reino de Deus os que praticarem de forma contumaz pecados que devem ser chorados pelo povo de Deus, pois sem a santificação ninguém verá o Senhor

39) Ensinamos que Deus julga o coração e não apenas os atos, por isso devemos cuidar do que nossos olhos veem, do que nossos ouvidos ouvem e que vem à nossa mente, passando a pensar “em tudo o que é puro, amável, respeitoso e de boa fama”

40) Rejeitamos a tendência de relativizar pecados: pirataria é furto; pornografia é adultério; meia verdade é mentira; descontentamento é cobiça

41) Rejeitamos o pragmatismo de pensar que tudo depende dos resultados, pois “não depende de quem quer, mas de Deus derramar a sua misericórdia”, e “o crescimento procede de Deus”

42) Rejeitamos o culto à relevância, pois nada há mais relevante que aquilo que Paulo se recusava a fazer diferente: “nós pregamos a Cristo crucificado; escândalo para os judeus, loucura para os gentios, mas para nós, que cremos, é poder de Deus e sabedoria de Deus”

43) Chamamos o povo evangélico para uma reflexão séria sobre essas coisas, pois não podemos esquecer que “muitos naquele dia ouvirão: apartai-vos de mim os que praticais iniquidades”, mesmo que digam: “Senhor, Senhor, em teu nome fizemos milagres, expulsamos demônios e profetizamos”

44) Chamamos os que não conhecem a Jesus como Salvador a não se impressionarem com as loucuras evangélicas dos nossos dias, mas a abraçarem a fé simplesmente de Jesus, pois “não há outro nome em cima nos céus ou embaixo, na terra, pelo qual importa que sejamos salvos”

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

NA ESTREBARIA


Leitura Bíblica: Lucas 2:1-7

“Jesus, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:6-8).

Muita gente nasce em local impróprio. Mas por que Jesus teve de nascer numa estrebaria? Por que precisou ter por berço aquela manjedoura babada pelas vacas? Aquele ambiente cheirando a bode e outras coisas? A Bíblia responde com o versículo em destaque.

Mas insisto: Por que numa estrebaria?

Porque é lá que a humanidade vive – mesmo que parte dela viva na mais esplêndida riqueza, o ser humano vive nos chiqueiros da imoralidade, da degradação e da corrupção.

Sem Cristo, ricos ou pobres, instruídos ou ignorantes vivem no aviltamento moral, presos à hipocrisia, à falsidade e aos seus impulsos como a correntes infernais, caminhando para a morte. No entanto, Deus não se agrada da morte de ninguém e por isso apela: “Arrependam-se e vivam” (Ezequiel 18:32).

Jesus não veio oferecer remendos, e sim vida nova. “Se alguém está em Cristo, é nova criatura,” diz o apóstolo Paulo em II Coríntios 5:17. E diz mais: “Fomos sepultados com ele na sua morte por meio do batismo, a fim de que, assim como Cristo foi ressuscitado dos mortos mediante a glória do Pai, também nós vivamos uma vida nova” (Romanos 6:5).

Jesus nasceu num estábulo para oferecer vida nova a cada um que vive no nível humano mais baixo. Ele oferece libertação da escravidão da decadência em que o ser humano se encontra, para que possa receber a gloriosa liberdade dos filhos de Deus (Romanos 8:21). Jesus veio para ser o caminho, a verdade e a vida para todos os aprisionados pelo pecado. Faça como o filho pródigo (Lucas 15), que no meio dos porcos reconheceu o seu pecado e voltou para uma vida nova na casa paterna. – HM


Ninguém desce tão baixo que não possa encontrar Jesus esperando por ele.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Natal, uma boa nova de grande alegria


O Natal é a celebração do nascimento de Jesus, o Filho de Deus. Muitos cristãos hesitam em comemorar o Natal e outros chegam mesmo a fazer oposição a essa comemoração, em virtude de não sabermos, com exatidão, a data precisa em que aconteceu esse fato auspicioso. Ainda outros desaconselham a celebração do Natal em virtude dos vários adendos acrescidos à festividade como presépio, árvore enfeitada e Papai Noel. Entendemos, que esses acréscimos não fazem parte do verdadeiro Natal e não devem distrair nossa atenção. Precisamos, portanto, resgatar o verdadeiro sentido do Natal e devolvê-lo a seu verdadeiro dono, Jesus Cristo, nosso Salvador.


A celebração do Natal é legítima, pois o primeiro Natal foi motivo de festa no céu e na terra, comemorado pelos anjos e pelos homens. A grande notícia anunciada pelo anjo do Senhor, aos pastores de Belém foi: "Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.10,11). Natal é a verdade bendita de que o Eterno entrou no tempo, Deus se fez homem e o Senhor dos senhores se fez servo. Natal é o cumprimento do plano da redenção, traçado nos refolhos da eternidade. Natal é a concretização da promessa do Pai e o cumprimento das profecias anunciadas pelos patriarcas e profetas. Natal é a consumação da esperança de Israel. Na plenitude dos tempos, o Cristo de Deus, nasceu de mulher, nasceu sob a lei, para nos redimir dos nossos pecados. 

Natal não é festa gastronômica. Natal não é o comércio guloso capitaneado pelo velho bojudo de barbas brancas. Natal não é troca de presentes nem ruas enfeitadas com cores policromáticas. Natal é a luz do céu invadindo a escuridão da terra. Natal é o Verbo eterno de Deus, se fazendo carne para habitar entre nós, cheio de graça e de verdade. Natal é o Deus que nem o céu dos céus pode contê-lo esvaziando-se, a ponto de nascer como um bebê numa pobre vila da Judéia. Natal é o criador e dono do universo despojando-se de sua glória para calçar as sandálias da humildade, fazendo-se pobre para tornar-nos ricos. Natal é a proclamação embalada nas asas da alegria, anunciando que Jesus é o Salvador do mundo, o Messias prometido, o Senhor do universo. 

Natal é a evidência mais eloquente do amor de Deus aos pecadores. Quando Deus criou o universo, fê-lo pela palavra do seu poder. Quando Deus criou o homem, colocou a mão no barro. Porém, quando Deus desceu para resgatar o homem entrou no barro, pois o Verbo se fez carne, vestiu pele humana e armou sua tenda entre nós. Natal é a consumação da maior dádiva de Deus ao homem. Deus amou o mundo e deu seu Filho Unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Deu-o não a quem merece, mas a pecadores indignos. Deu-o não para ser exaltado entre os homens, mas para ser cuspido por eles. Deu-o não para entrar na história como o Rei da glória, mas para carregar a cruz maldita, como servo sofredor. Deu-o não na última hora, mas desde a eternidade! 

Natal é a festa da salvação. É a celebração que nos remete ao plano eterno de Deus, quando a própria Trindade, no recôndito dos tempos eternos, decidiu nos amar e nos destinar para a salvação. Nesse projeto divino, o Pai envia o Filho e o Filho se submete ao Pai. Nesse decreto eterno, o Pai escolhe um povo e o dá como presente a seu Filho. O Filho deixa a glória que sempre teve com o Pai e desce para morrer em favor desse povo. O Espírito Santo, regenera e sela esse povo como propriedade exclusiva de Cristo. Agora, nós, povo de Deus, povo redimido, alcançado pela graça, devemos exaltar pelos séculos sem fim, o Cordeiro de Deus, por tão grande salvação. Que o Natal de Jesus seja celebrado por todos nós, com fervor efusivo, com alegria indizível e com entusiasmo sem igual!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O mistério da vida, o mistério da morte e o mistério da ressurreição


A cada segundo, nascem 4,4 pessoas ao redor do mundo e morre quase o mesmo número. Graças ao pequeno saldo a favor dos que nascem, a população continua a crescer. Quando alcançarmos o pico da população mundial, talvez no final deste século, haverá por algum tempo certo equilíbrio entre os que nascem e os que morrem. A partir de então, é provável que o número de mortes supere o número de nascimentos e a população comece a diminuir. A morte pode perder a batalha demográfica (quando o número de nascimentos supera o número de mortes), mas nunca perde a batalha travada entre ela e a vida. 
 
Temos sido obrigados a misturar o mistério da vida com o mistério da morte. Outro dia, por exemplo, enquanto um grupo de pessoas celebrava com muita alegria o casamento de um doutorando em botânica de 28 anos, outro grupo velava com muita tristeza o corpo do orientador do noivo, um professor de 58 anos. 
 
No primeiro domingo de novembro de 2006, um garoto de sete anos vibrava com o passeio que fazia numa praia de Porto Seguro, BA, em cima de um “bote-banana”. Na última manobra da embarcação, quando todos deveriam cair na água, o pequeno Lucas teve a cabeça decepada pela hélice da lancha ou pelo cabo que ligava a lancha ao bote. 
Vamos hoje à loja de móveis para comprar um bercinho, e amanhã, à funerária para comprar uma urna. No berço, colocamos nossos recém-nascidos e, na urna funerária, os nossos recém-mortos. 
 
Ao mesmo tempo que misturamos o mistério da vida com o mistério da morte, precisamos misturar o mistério da morte com o mistério da ressurreição. Isso é muito confortante, mas é matéria de fé. A ciência não nos leva à ressurreição do corpo. 
Dos três grandes mistérios — o mistério da vida (ainda não totalmente desvendado), o mistério da morte (ainda profundamente complexo) e o mistério da ressurreição (ainda não verificado) — o maior deles é o mistério da ressurreição. Chama-se de mistério tudo aquilo que a inteligência humana é incapaz de explicar ou compreender. É aí que entra a outra faculdade humana, a capacidade de acreditar em Deus, em seus atributos e em sua Palavra. 
 
A ressurreição do corpo é uma esperança tão certa como a vida, tão certa como a morte. Essa esperança está de tal modo vinculada à ressurreição de Cristo que, se esta não acontecer, todo o edifício religioso construído sobre a pessoa de Jesus desmorona por completo. Não fica pedra sobre pedra.


segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A VONTADE DE DEUS!


“Então Jesus disse de novo: Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.” (João 20:21)

Creio que estas palavras de Jesus aos seus seguidores, feita após sua ressurreição, aconteceu dentro do período de 40 dias em que passou ensinando seus discípulos sobre o Reino de Deus (Atos 1.3). Ele estava orientando-os como deveriam viver proativamente, com o objetivo de sinalizar esse Reino aos que ainda não o conhecia. Convido-lhe para pensar um pouco sobre as implicações desta afirmação.

Minha conversão se deu quando eu tinha 19 anos. E a pergunta que me perseguia era: “qual a vontade de Deus para minha vida?” O pastor que me discipulou me dava algumas respostas, dentre elas a do Breve Catecismo de Westminster: “o fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. Eu cria nessa afirmação, mas não a tinha como suficiente para entender meu papel neste mundo.

Certo dia a palavra do apóstolo Paulo na carta que escreveu aos romanos me trouxe mais luz (e mais perturbação também): “Porque aqueles que já tinham sido escolhidos por Deus ele também separou a fim de se tornarem parecidos com o seu Filho. Ele fez isso para que o Filho fosse o primeiro entre muitos irmãos.” (Romanos 8.29)

Deus tinha me tornado seu filho e agora trabalhava para que eu fosse como Jesus Cristo, o Filho Eterno, o Deus encarnado. Assim, pensei: “O propósito de Deus para minha vida é que eu seja semelhante a Jesus, ou seja, da mesma natureza. Isso traz um imenso peso. Como amar como Ele amou? Como perdoar como Ele perdoou? Como cuidar como ele cuidou? Como enxergar as pessoas, ver o sofrimento, não ser indiferente mas agir em prol da cura, da libertação, da restauração, da provisão? Como ser íntegro, como ser altruísta? Vou sofrer como Ele?” Enfim, eu tinha que olhar para vida de Jesus e viver como Ele viveu: “Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei.” (João 17:18). E mais, a missão de Jesus era o modelo para minha missão na terra. Então afirmei: “Não dou conta!”

Estudando a Bíblia aprendi que Deus está trabalhando na minha vida para que esse objetivo se torne completo. Mais uma vez o apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, afirmou e me ensinou: “Portanto, todos nós, com o rosto descoberto, refletimos a glória que vem do Senhor. Essa glória vai ficando cada vez mais brilhante e vai nos tornando cada vez mais parecidos com o Senhor, que é o Espírito.” (2 Coríntios 3:18)

O propósito de Deus alcançará totalidade no futuro. É o que aprendi com outro apóstolo de Jesus, João: “Meus amigos, agora nós somos filhos de Deus, mas ainda não sabemos o que vamos ser. Porém sabemos isto: quando Cristo

aparecer, ficaremos parecidos com ele, pois o veremos como ele realmente é.” (1 João 3:2)
Agora, convido você a voltar à afirmação de Jesus no início deste texto, e ler a declaração seguinte: “Depois soprou sobre eles e disse: Recebam o Espírito Santo.” (João 20:22).

Louvado seja Deus! O Espírito Santo é o instrumento para discernirmos e sermos o que Deus planejou para cada um. Quem crê em Jesus como filho de Deus e O confessa como Senhor da sua vida, tornando-se seu seguidor, este recebe o Espírito Santo que lhe dá uma nova vida, transforma dia a dia na direção da semelhança de Jesus, enche de poder (At 1.8) para cumprir a missão de Deus, e habilita para enfrentar todas as dificuldades que o próprio Senhor Jesus enfrentou na jornada terrena.

Diante dessas respostas, vivo com o coração pacificado sobre o que Deus tem para minha vida. O que sou, a profissão que tenho, o ministério que desenvolvo, as pessoas com as quais me relaciono, os sofrimentos e tribulações que me alcançam, tudo é parte do propósito de Deus para me transformar à semelhança do Seu Filho! Vivo, dia a dia, convicto de que Ele está trabalhando em mim e peço que encha-me com Seu Santo Espírito, pois só assim poderei ser e cumprir o que Ele preparou para mim.