"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."

Agostinho de Hipona



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terça-feira, 23 de abril de 2013

Creio na Ressurreição do Corpo

“Para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário o vigor tanto do corpo como do espírito. Vigor que nos últimos meses diminuiu em mim de tal forma que hei de reconhecer minha incapacidade para exercer bem o ministério que me foi encomendado” (Ratzinger). Essa foi uma das mais surpreendentes declarações deste início de século. Uma constatação óbvia de que os seres humanos têm um corpo sujeito à velhice, dor e doença, sinais de nossa finitude. O Papa confessou, com a ajuda da limitação de seu corpo, a nossa condição humana. Mas para os crentes em Jesus de Nazaré, esta limitação é fonte de iluminação e esperança no porvir! A ressurreição de Cristo põe um ponto final em todo um sistema até então invencível: o sistema da morte.

Embora haja um número grande de evidências sobre a ressurreição de Jesus, deve ficar claro que é a fé que determinará a veracidade da ressurreição. Para o cristão, a fé na Palavra de Deus é o maior testemunho da ressurreição (I Co 15.1-4), pois o AT anunciou que o Messias não seria vencido pela morte (Os 6.2). O corpo de Jesus foi colocado em um sepulcro, fechado por uma pedra de aproximadamente 2 toneladas, difícil de ser removida (Mt 27.60), com uma escolta de aproximadamente 16 homens. A pedra foi selada, indicando que o túmulo estava sob a proteção do Império romano. Quem quer que quebrasse o selo seria morto (Mt 27:66).

A Bíblia não deixa dúvidas sobre a ressurreição física de Jesus (At 10.41; Lc 24.39). Jesus possuía um corpo material que foi sujeito à dor e morte. Porém, a morte não o limitou (Jo 11:25). A Ressurreição de Jesus de Nazaré é uma demonstração majestosa do Poder de Deus que pode salvar a todos. A Ressurreição é a consumação e o restabelecimento do Pacto. Sem a Ressurreição simplesmente não haveria redenção, pois a Ressurreição consuma a redenção (Rm 8:23). A Ressurreição de Jesus é poder na vida do crente. É por meio da Ressurreição de Cristo que Deus da vitória para o crente nesta vida (Rm 6.4,5). A conversão introduz 2 novas realidades na vida do crente, uma de morte e outra de vida. O crente é unido na morte e na Ressurreição de Cristo, assim morre para o pecado, e ressuscita juntamente com Cristo para uma vida totalmente nova (Rm 6.11). A partir da Ressurreição de Jesus de Nazaré o crente é elevado a uma nova posição (Ef. 1:17-23). A ressurreição de Cristo garante que todos os crentes ressuscitarão (ICo 15.42-52). A ressurreição nos traz paz com Deus (Rm 4.25; 5.1). vivamos Sua Ressurreição. Soli Deo Gloria.
Rev. Leandro Oliveira

sexta-feira, 29 de março de 2013

Te louvamos, ó Deus!


Nós te louvamos, ó Deus, pela promessa do Servo Sofredor; pela concepção sobrenatural de Jesus; pelo Verbo que se fez carne; pela chegada do Deus conosco.

Nós te louvamos, ó Deus, tanto pela humanidade como pela divindade de Jesus; por sua simplicidade; por suas palavras; por suas curas; por suas interferências abençoadoras; pelas ressurreições da filha de Jairo, do filho da viúva de Naim e do irmão de Maria e Marta.

Nós te louvamos porque ele não constrangeu o Pai a tirar de sua mão o cálice da morte e não desceu espetacularmente da cruz.

Nós te louvamos, ó Deus, porque o sacrifício de Jesus na cruz foi salvífico; porque ali, naquela sexta-feira, ele perdoou todos os nossos pecados e acabou definitivamente com a dívida que tínhamos contigo, pregando-a na cruz. Nós te agradecemos porque houve um tremendo sinal no céu do meio-dia até as três horas da tarde, quando ele inclinou a cabeça e morreu. Nós te louvamos porque aquela cortina que separava o absolutamente santo do absolutamente profano rompeu-se de alto a baixo no momento exato em que Jesus entregou o seu espírito em tuas mãos.

Nós te louvamos, ó Deus, porque aquelas mulheres da Galileia tiveram de levar de volta para casa os perfumes e óleos que passariam no corpo de Jesus. Nós te louvamos porque o túmulo estava vazio e porque, naquele mesmo primeiro dia da semana e primeiro dia de salvação consumada, Jesus apareceu aos discípulos em diferentes horários e lugares. Nós te louvamos por sua ascensão aos céus com as mãos abençoadoras levantadas.

Nós te louvamos, ó Deus, porque aquele que nasceu numa estrebaria, que não tinha onde reclinar a cabeça nem carregava duas dracmas na bolsa para pagar o imposto do templo está assentado à tua direita, colocando sob seus pés, progressivamente, todos os poderes hostis à tua glória e à glória de teu povo, inclusive e, por último, a morte, o mais humilhante de todos.

Nós te louvamos, ó Deus, pela volta de Jesus em poder e glória; pela ressurreição dos mortos e súbita transformação dos vivos; pela bem-sucedida separação do trigo e do joio; pelo louvor universal; pelo juízo final; pelos novos céus e nova terra; pela plenitude da salvação.

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A Editora Ultimato louva a Deus por Jesus Cristo e seu amor sacrificial por todos nós. A Páscoa é um memorial deste amor e do poder de Cristo sobre a morte. Compartilhamos esta oração de louvor com nossos leitores e clientes.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O mistério da vida, o mistério da morte e o mistério da ressurreição


A cada segundo, nascem 4,4 pessoas ao redor do mundo e morre quase o mesmo número. Graças ao pequeno saldo a favor dos que nascem, a população continua a crescer. Quando alcançarmos o pico da população mundial, talvez no final deste século, haverá por algum tempo certo equilíbrio entre os que nascem e os que morrem. A partir de então, é provável que o número de mortes supere o número de nascimentos e a população comece a diminuir. A morte pode perder a batalha demográfica (quando o número de nascimentos supera o número de mortes), mas nunca perde a batalha travada entre ela e a vida. 
 
Temos sido obrigados a misturar o mistério da vida com o mistério da morte. Outro dia, por exemplo, enquanto um grupo de pessoas celebrava com muita alegria o casamento de um doutorando em botânica de 28 anos, outro grupo velava com muita tristeza o corpo do orientador do noivo, um professor de 58 anos. 
 
No primeiro domingo de novembro de 2006, um garoto de sete anos vibrava com o passeio que fazia numa praia de Porto Seguro, BA, em cima de um “bote-banana”. Na última manobra da embarcação, quando todos deveriam cair na água, o pequeno Lucas teve a cabeça decepada pela hélice da lancha ou pelo cabo que ligava a lancha ao bote. 
Vamos hoje à loja de móveis para comprar um bercinho, e amanhã, à funerária para comprar uma urna. No berço, colocamos nossos recém-nascidos e, na urna funerária, os nossos recém-mortos. 
 
Ao mesmo tempo que misturamos o mistério da vida com o mistério da morte, precisamos misturar o mistério da morte com o mistério da ressurreição. Isso é muito confortante, mas é matéria de fé. A ciência não nos leva à ressurreição do corpo. 
Dos três grandes mistérios — o mistério da vida (ainda não totalmente desvendado), o mistério da morte (ainda profundamente complexo) e o mistério da ressurreição (ainda não verificado) — o maior deles é o mistério da ressurreição. Chama-se de mistério tudo aquilo que a inteligência humana é incapaz de explicar ou compreender. É aí que entra a outra faculdade humana, a capacidade de acreditar em Deus, em seus atributos e em sua Palavra. 
 
A ressurreição do corpo é uma esperança tão certa como a vida, tão certa como a morte. Essa esperança está de tal modo vinculada à ressurreição de Cristo que, se esta não acontecer, todo o edifício religioso construído sobre a pessoa de Jesus desmorona por completo. Não fica pedra sobre pedra.


segunda-feira, 28 de junho de 2010

O Poder da Ressurreição

 “E qual a suprema grandeza do seu poder para conosco, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder, que operou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos”, Ef.1:19,20

Na ressurreição de Cristo, tal como na nossa salvação, nada nos falta no tocante ao poder divino. Que diremos, pois, dos que dizem que a conversão é conseguida pela força do homem e deve-se à sua capacidade em ser melhor? Quando pudermos ver os mortos ressuscitarem das suas sepulturas através do seu próprio poder então poderemos também assistir a pecadores converterem-se através do seu próprio poder. Não é a palavra trazida, nem a Palavra das Escrituras lidas diante deles que os faz viver. Todo o poder de ressurreição procede do Espírito Santo. Este poder é irresistível. Todos os soldados e os sacerdotes de então nunca puderam segurar o corpo de Cristo na sepultura e na morte.

 A morte em si nunca teria capacidades de segurar Jesus em suas cadeias: deste mesmo modo irresistível será todo poder que Jesus manifesta para em todos os crentes que são ressurretos numa nova vida em Cristo. Nenhum pecado, nenhuma corrupção, nenhum demônio nos infernos, nenhum dos muitos pecadores sobre a terra terão como impedir a mão poderosa de Deus quando esta se estende para converter um homem. Quando toda a onipotência de Deus fala e diz “Assim será”, nenhum homem dirá “eu não irei”. Observe-se como o poder que ressuscitou Cristo de entre os mortos era glorioso.

Esse poder refletiu toda a honra de Deus e espantou todas as hostes do mal. Do mesmo jeito desponta a glória para Deus quando um pecador se converte. Este poder é duradouro e eterno. “Sabendo que, tendo Cristo ressurgido dentre os mortos, já não morre mais; a morte não mais tem domínio sobre Ele”,( Rom 6:9). Sendo que nós fomos ressuscitados de entre os mortos também, nunca mais voltemos a nenhuma das nossas obras de morte nem a nenhuma das nossas corrupções, mas antes vivamos para Deus. “Porque Ele vive, nós vivemos também”. “Porque morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”, Col 3:3. “Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida”, Rom 6:4. Por ultimo, a partir deste texto, veja-se a união que existe entre a alma nova e a vida em Cristo Jesus. O mesmo poder que ressuscitou Jesus, ressuscitando a Cabeça, a Qual é e será a força dos membros. Quanta bênção ser assim ressuscitado com Cristo!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

O DIA DA RESSURREIÇÃO

1 Coríntios 15:51-58


Na igreja de corinto ensinavam coisas estranhas. Alguns diziam que a ressurreição já havia ocorrido. Acreditavam que a ressurreição do corpo não era importante. Se o espírito já havia ressuscitado, nada mais importava.

Paulo discordou. A ressurreição refere-se à vida corporal. Quando a última trombeta soar, ela será alta o suficiente para ressuscitar todos os mortos. Os túmulos se abrirão. O povo de Deus – corpo e alma – ressuscitará para o encontro com o Senhor.

Nossos corpos são importantes para Deus. Isso é bom porque os nossos corpos também são importantes para nós. Estamos comprometidos com Cristo, por isso devemos cuidar de nossos corpos com respeito. Temos o costume de irmos ao médico quando estamos doentes. Fazemos exercícios regularmente.

Nossos corpos são importantes, por isso não minimizamos a dor que vem com a morte. Pessoas bem intencionadas dizem aos parentes aflitos que o que está no caixão é apenas um corpo sem vida. No entanto, sabemos que isso não é verdade. Algum dia a alma irá se reconciliar com aquele corpo e ressuscitará do túmulo. Ao soar da trombeta, todos aqueles que creram em cristo serão restaurados – corpo e alma – para a etenidade.

Texto extraído do devocionario Clique Paz da LPC