"Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face."

Agostinho de Hipona



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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Natal, uma boa nova de grande alegria


O Natal é a celebração do nascimento de Jesus, o Filho de Deus. Muitos cristãos hesitam em comemorar o Natal e outros chegam mesmo a fazer oposição a essa comemoração, em virtude de não sabermos, com exatidão, a data precisa em que aconteceu esse fato auspicioso. Ainda outros desaconselham a celebração do Natal em virtude dos vários adendos acrescidos à festividade como presépio, árvore enfeitada e Papai Noel. Entendemos, que esses acréscimos não fazem parte do verdadeiro Natal e não devem distrair nossa atenção. Precisamos, portanto, resgatar o verdadeiro sentido do Natal e devolvê-lo a seu verdadeiro dono, Jesus Cristo, nosso Salvador.


A celebração do Natal é legítima, pois o primeiro Natal foi motivo de festa no céu e na terra, comemorado pelos anjos e pelos homens. A grande notícia anunciada pelo anjo do Senhor, aos pastores de Belém foi: "Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor" (Lc 2.10,11). Natal é a verdade bendita de que o Eterno entrou no tempo, Deus se fez homem e o Senhor dos senhores se fez servo. Natal é o cumprimento do plano da redenção, traçado nos refolhos da eternidade. Natal é a concretização da promessa do Pai e o cumprimento das profecias anunciadas pelos patriarcas e profetas. Natal é a consumação da esperança de Israel. Na plenitude dos tempos, o Cristo de Deus, nasceu de mulher, nasceu sob a lei, para nos redimir dos nossos pecados. 

Natal não é festa gastronômica. Natal não é o comércio guloso capitaneado pelo velho bojudo de barbas brancas. Natal não é troca de presentes nem ruas enfeitadas com cores policromáticas. Natal é a luz do céu invadindo a escuridão da terra. Natal é o Verbo eterno de Deus, se fazendo carne para habitar entre nós, cheio de graça e de verdade. Natal é o Deus que nem o céu dos céus pode contê-lo esvaziando-se, a ponto de nascer como um bebê numa pobre vila da Judéia. Natal é o criador e dono do universo despojando-se de sua glória para calçar as sandálias da humildade, fazendo-se pobre para tornar-nos ricos. Natal é a proclamação embalada nas asas da alegria, anunciando que Jesus é o Salvador do mundo, o Messias prometido, o Senhor do universo. 

Natal é a evidência mais eloquente do amor de Deus aos pecadores. Quando Deus criou o universo, fê-lo pela palavra do seu poder. Quando Deus criou o homem, colocou a mão no barro. Porém, quando Deus desceu para resgatar o homem entrou no barro, pois o Verbo se fez carne, vestiu pele humana e armou sua tenda entre nós. Natal é a consumação da maior dádiva de Deus ao homem. Deus amou o mundo e deu seu Filho Unigênito para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Deu-o não a quem merece, mas a pecadores indignos. Deu-o não para ser exaltado entre os homens, mas para ser cuspido por eles. Deu-o não para entrar na história como o Rei da glória, mas para carregar a cruz maldita, como servo sofredor. Deu-o não na última hora, mas desde a eternidade! 

Natal é a festa da salvação. É a celebração que nos remete ao plano eterno de Deus, quando a própria Trindade, no recôndito dos tempos eternos, decidiu nos amar e nos destinar para a salvação. Nesse projeto divino, o Pai envia o Filho e o Filho se submete ao Pai. Nesse decreto eterno, o Pai escolhe um povo e o dá como presente a seu Filho. O Filho deixa a glória que sempre teve com o Pai e desce para morrer em favor desse povo. O Espírito Santo, regenera e sela esse povo como propriedade exclusiva de Cristo. Agora, nós, povo de Deus, povo redimido, alcançado pela graça, devemos exaltar pelos séculos sem fim, o Cordeiro de Deus, por tão grande salvação. Que o Natal de Jesus seja celebrado por todos nós, com fervor efusivo, com alegria indizível e com entusiasmo sem igual!

sábado, 19 de dezembro de 2009

O Natal à luz da Palavra de Deus




Sabemos que o Natal se tornou, ao longo dos anos, um instrumento de manipulação para satisfazer aos mais variados desejos e ambições do homem e de uma sociedade sem Deus.
O Natal tem sido celebrado nos moldes pagãos, os mais aviltantes, por gente que não ama o Senhor e até mes mo por grupos que se dizem cristãos.
Não importa o que eles fazem. O Natal é a celebração do nascimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Embora não tenhamos na Bíblia a data de seu nascimento e os homens tenham convencionado várias datas, ao longo da história, como 02 de janeiro, 18 de abril, 19 de abril, 20 de maio e 25 de dezembro, optou-se pela última, exatamente porque coincidia com os festivais pagãos que celebravam o solstício de inverno. 
Isso é bom ou ruim? Bem, mesmo sabendo que alguns costumes pagãos foram absorvidos pelos cristãos na celebração do Natal, para atraí-los, não se deu ênfase ao deus-sol dos pagãos, mas ao Sol da Justiça profeti zado por Malaquias, para substituir o enfoque pagão: “Mas para vós outros que temeis o meu nome, nascerá o Sol da Justiça trazendo salvação nas suas asas”. (Ml 4.2).
Quando o cristianismo foi se espalhando por toda a Europa, foi as similando vários costumes pagãos de seus festivais de inverno, como árvore de Natal e outros, porém, novos costu mes foram criados, como o Presépio e os belos hinos de Natal.
Em vista desses fatos, alguns líde res eclesiásticos têm sido contrários à celebração do Natal ao longo da história, como Calvino, John Knox, os puritanos e outros. Porém, alguns reformadores e a maioria dos protestantes defendem as comemorações do Natal, dando ênfase à encarnação do verbo, doutrina da maior importância, porque revela o amor de Deus no plano da salvação.
Do início do século XX para cá o Natal tem sido celebrado quase que universalmente, com a expansão do cristianismo nos países da África, Ásia e da América Latina, incluindo alguns costumes e idéias incorporados por suas culturas respectivas, conforme nos informa O. G. Oliver Jr. na Enciclopé dia Histórico-Teológica.
À vista desses fatos, creio que nossa atitude não deve ser a de ignorar e excluir de nossas igrejas, a comemora ção do natal, mas buscar uma celebração que enfoque a pessoa de Jesus Cristo, Nosso Senhor, que nasceu em Belém, trazendo ao mundo a mensagem glorio sa da salvação, da justiça e da paz.
Não importa a invenção das datas, não importa o que outros fazem, não importa o erro doutrinário de outras igrejas. O que importa, de verdade, é a pessoa de Jesus Cristo ocupar o primei ro lugar em nossa vida, nossa família e na igreja que a Ele pertence.
Esta é a mensagem que devemos proclamar ao mundo, na celebração do Natal, para que as pessoas se conver tam e entreguem, de uma vez e para sempre, suas vidas a Jesus. Como diz Paulo em Gl 4. 4-5: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos”.